Terça-feira, Outubro 24

Roubo V - Lembrem-se

1 - Estão matriculados numa escola informal a tempo inteiro, chamada VIDA. Todos os dias vão aprender nesta escola. Podem gostar das lições ou achá-las irrelevantes ou estúpidas.

2 - Não existem erros, só lições. O crescimento é um processo de experiência e erro. As experiências “falhadas” são tanto parte do processo como as que resultam.

3 - Uma lição é repetida até se aprender. A lição ser-vos-à apresentada de várias formas até ser aprendida. Depois de aprendida, passam à lição seguinte.

4 - A aprendizagem não acaba. Não há parte alguma da vida que não contenha a sua lição. Se estão vivos, tem lições para aprender.
5 - “Lá” não é melhor do que “aqui”. Quando o vosso “lá” se tornar em “aqui”, arranjarão outro “lá” que mais uma vez vai parecer melhor do que “aqui”.
6 - Os outros não passam de espelhos vossos. Não podem gostar ou detestar algo nos outros que não reflicta algo do que gostam ou detestam em vocês próprios.
7 - O que fazem da vossa vida é convosco. Têm todas as ferramentas e recursos de que precisam. O que fazem com eles é convosco. A opção é vossa.
8 - Se quiserem saber as respostas precisam primeiro de formular as perguntas. Muitas das respostas da vida estão dentro de vocês... só precisam de olhar, escutar e confiar.
9 - Irão esquecer tudo isto.
( Chérie Carter-Scott, in Canjas de Galinha para a Alma)

Roubado sem resistência em :
http://a-minhavidadavaumblog.blogspot.com/

Cumprimentos do ladrão e/ou provacador...

Quarta-feira, Outubro 4

Provocação IV - Os livros



Neste país muito caracterizado como o “país da língua de Camões” (apesar de gostar muito mais de Fernando Pessoa, e por isso gostar mais de “país de Pessoa”), mais de 70% da população dá erros e pontapés brutais na gramática (incluindo eu, que infelizmente sou péssimo na minha língua), onde quase não se lê... Somos confrontados com comentários ridículos de escritores igualmente tacanhos. Ora leiam o comentário de uma escritora super intelectual: “Os portugueses só lêem lixo, os bons livros não se vendem. Os bons escritores são aqueles que vendem pouco.” Pois... eu se fosse da classe dos escritores que não vendia livros... também diria o mesmo. Na realidade os portugueses (e veja-se os top de livros), só compram escrita light, mas ser light na minha singela opinião, não significa necessariamente porcaria. É bom ler um livro de Fernando Pessoa, de Miguel Esteves Cardoso, daquele escritor que também é médico, de Inês Pedrosa... Estes todos que quase não vendem, são considerados a “fina-flor” da prosa portuguesa. A Margarida Rebelo Pinto, a Rita Ferro, o Rodrigo Guedes.... que vendem a “potes”, são considerados... escritores menores... Isto é nitidamente ridículo... Os estilo se escrita podem ser totalmente distintos... os pseudo-intelectuais, uma escrita mais cuidada, mais pensada, mais sofrida, mais introspectiva... os outros não são menores... são diferentes...

Deixem-se de tretas e leiam... Seja lá o que for...

Cumprimentos do provocador, hoje pouco provocador .

Terça-feira, Setembro 26

Roubo IV – Sexualidade


Sugestão do assaltante: se não quiserem ler o post todo, olhem para a conclusão... essa está brilhante.

É "uma energia que nos motiva a encontrar amor, ternura e intimidade. Ela integra-se no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados. É ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. A sexualidade influencia também a nossa saúde física e mental. " Organização Mundial de Saúde

Portuguese do it better? Portuguese do it more often?

Segundo um estudo realizado por uma
marca de preservativos no ano de 2005, que contou com 41 países, os Portugueses têm, em média, 108 relações sexuais anuais, 2 por semana e passam 2/3 do ano sem sexo – fica por saber se há alguma altura do ano com mais ou menos sexo (digo eu). Os homens são ligeiramente mais activos do que as mulheres (104 e 101 relações anuais, respectivamente). Contudo, apenas 1/3 dos Portugueses estão satisfeitos com o sexo que tem. Os Portugueses têm 7 parceiros sexuais por ano, enquanto que nos restantes países esse número sobe para 9.

Experiência sexual dos Portugueses
Relação extraconjugal 24%
Relação a três 12%
Relação homosexual 8%
Sado-masoquismo 2%
Sexo tântrico 8%
Uso de lubrificante 29%
Uso de vibrador 10%
Sexo anal 44%
Relação fortuita 37%
Nenhuma destas 28%


Nenhuma destas significará nada mesmo, ausência total de actividade? 0u algo que não está na lista? É que a meu ver a lista é bastante exaustiva e, que eu tenha dado por isso, só não contempla a troca de casais ou swing… Ou será mesmo a posição tradicional, só e apenas e quando é? Será sexo com luz, sem luz ou média luz também uma caso a considerar?
Mas nestas coisas de inquéritos sobre sexo eu sou uma desconfiada… A começar pela confissão das “escapadelas” até às práticas mais kinky, uns exageram para mais e outros tendem para o menos. Além disso, nos estudos já feitos sobre um tema muito interessante (pelo menos do ponto de vista científico) que é a Infidelidade (ou relacionamentos extraconjugais, como alguns Autores preferem) ambos os sexos mentem: as mulheres têm mais parceiros sexuais do que dizem ter e os homens têm muito menos…
Conclusão: alguém dorme com alguém, disso não há qualquer dúvida!


Roubado sem resistência em:
http://tudosobreeva.blogspot.com/2006_03_01_tudosobreeva_archive.html

Sábado, Setembro 23

Provocação III – “Moche” aos homofóbicos


Nota do provocador: O conteúdo deste post pode ferir as mentes tacanhas.

“Olha o paneleiro”, “Mas que grande bicha”, “Com tanta cona disponível, tinha logo de gostar de levar no cu”, “Esta é tão sonsa que só podia ser fufa”... Estes e outros piropos decadentes e do mais rudimentar que existe, ecoam com uma abundância preocupante na nossa sociedade. A homossexualidade, a bissexualidade, apesar de mais falada, ainda não é aceite. Faz-se de conta que “essas pessoas”, são seres à parte. E continuam as bocas lamentáveis... os insultos voluntários e gratuitos, a miséria de mente... Os homofóbicos e homofóbicas... são seres deploráveis... que ainda acham que ser homo ou bi é uma escolha, uma opção, tipo: “Um gajo acorda de manha e diz, “Pocha, hoje quero levar no cu, e assim nasce mais um gay”. Esse tipo de gente (leia-se homofobicos), além de não perceberem nada de sexualidade, também não percebem nada de cidadania e direitos humanos... São tacanhos em caso tudo... ridículos na sua miserável existência... O que proponho para acabar com ele!? Se fosse mauzinho... proponha que todos fossem “enrabados” com troncos de pinheiro... tipo enfiava-se o pinheiro e esperava-se que chegasse à boca. Mas como até sou cristão e boa pessoa (apesar das duas coisas não precisem de andar forçosamente juntas), proponho que façamos um moche... Sim que se atiremos a eles e a elas, com atitude, inteligência, racionalidade... e contados levam um “moche” de inteligência... que até fogem por não estarem habituados a esse meio J J (meios inteligência).

MOCHE AOS HOMOFÓBICOS (AS)!!!

VIVA ÀS DIFERENÇAS!!


Cumprimentos, do provocador...

Quinta-feira, Setembro 14

Provocações II – Aceitam-se crianças para troca


Nota do provocador: Esta provocação foi “inspirada” pela notícia publicada no jornal “Tal e qual” do dia 25 de Agosto de 2006.

Neste país já não chegava abandonar cães, gatos e idosos no lar, assim como algumas crianças. Agora os pseudo-pais adoptivos também abandonam as suas crianças... aquelas que vivem a sonhar com uma família... e depois quando enfim a descobrem... são abandonados... porque afinal não era “isto” que os seus “pais” queriam.

“Apesar de ser uma excepção à regra, há casos chocantes de crianças devolvidas pelos pais que os estão a adoptar, interrompendo, durante a fase de pré-adopção, um processo que se supunha para toda a vida. Por exemplo, ao fim de uns breves dias, um casal da região Centro entregou a criança que lhes fora confiada, pois esta não se dava bem com o cão da família. Assim, sem mais explicações. Outro, na mesma zona, não lhe fica atrás. Os avós adoptivos ameaçaram os filhos de que se mantivessem a decisão de ficar com a criança os deserdariam. A falta de convicção e de coragem do casal veio ao de cima: optaram pela herança.”

Estes são apenas alguns acasos de como o ser humano, se não é descendente de besta... está lá próximo.

Nas palavras do psicólogo Manuel Coutinho: “Um pai ou mãe adoptivo nunca pode desistir do seu filho adoptivo. O projecto tem de ser para toda a vida.”, “Se a criança vai para a família adoptiva e é remetida ao local de origem vai sofrer novamente o traumatismo do abandono, o que causa um dano quase irreversível na auto-estima e na auto-imagem. Vai ficar um adulto triste, inseguro e que, no futuro, terá mais dificuldade em acreditar nele.”

Somos tão mais para as crianças... Abaixo esses pseudo-pais...

Terça-feira, Setembro 12

Notas de Roubo e/ou Provocações I

Como o meu tempo não é muito… este blog vai passar a funcionar de outra maneira.

Todos os visitantes são convidados a roubar e a provocar e posteriormente a postar, neste magnifico blog. Para isso é preciso que cada um roube e/ou provoque, depois envie para o e-mail:
igo_costa@sapo.pt, com o nome e a data em gostariam de ver postado o seu contributo.

Vamos fazer deste blog… um blog de todos!

Roubo III – Uma frase...

O volume de uma conversa depende proporcionalmente da estupidez da mesma...



Roubado sem resistência em: http://kittyplace.blogspot.com/

Domingo, Setembro 3

até...



Volto em meados de Setembro, com novas provocações e novos roubos. Até lá “postem” muito… eu vou roubar…

Um abraço, do ladrão de serviço…

Roubo II - O silêncio de assobiar para o lado


O religionline abriu um debate, partindo de uma crítica ao discurso de Bento XVI em Auschwitz. Embora o post seja antigo, parece-me que vale a pena retomar o assunto, para reflectirmos o nosso tempo.

Um dos pontos da crítica citada, de Daniel Jonah Goldhagen, diz o seguinte: Benedicto exoneró injustamente a los alemanes de su responsabilidad en el Holocausto y atribuyó la culpa exclusivamente a "una banda de criminales" que "usaron y abusaron" del pueblo alemán, engañado y presionado, como "instrumento" de destrucción. Lo cierto es que los alemanes, en general, apoyaron la persecución de los judíos, y muchos de los cientos de miles que la llevaron a cabo eran ciudadanos corrientes que actuaban de buen grado. No se puede atribuir la culpa del Holocausto, por completo o incluso principalmente, a una "banda criminal". Ningún especialista alemán, ningún político alemán, se atrevería hoy a proponer el relato mitológico que hace Benedicto XVI del pasado.

Confesso que não me preocupa decidir se Bento XVI faz uma leitura correcta do que aconteceu há 60 anos.interessa-me muito mais realçar que, neste momento em que a História se está a repetir - com variações de dimensão e horror, mas igual nos princípios que são postos em causa -, o que dissermos sobre a responsabilidade dos alemães no Holocausto pode ser usado contra nós. Concretamente:

- Há mais de quatro anos que conhecemos fotos de pessoas enfiadas em fatos laranja, guardadas em jaulas sob o sol de Cuba. Sabemos que Guantanamo é um lugar fora do tempo, sem perspectivas e sem lei. Contudo, a nossa vida continua pacatamente. E então: Guantanamo é da nossa responsabilidade, ou da de um grupo de criminosos que se apoderou do poder e usa e abusa do povo?

- Sabemos que os EUA enviam pessoas para interrogatório em países onde se pratica tortura - tortura a sério. Por outro lado, a definição de tortura foi alterada, para que certas práticas de interrogatório e amolecimento dos suspeitos possam ser aceitáveis em território nacional, ou praticadas por soldados americanos - no Iraque, por exemplo. Depois, achamos estranho que eles morram tanto de ataques cardíacos... Os EUA continuam a ser um país amigo, um aliado. É culpa dos nossos governantes, ou responsabilidade nossa?

- Alguém tem dúvidas que a guerra do Iraque se inseriu numa estratégia de alargamento do espaço económico vital dos EUA? Após a tomada de Bagdad, e antes de o Iraque se ter tornado um inferno, vários países começaram a agitar-se para participarem no saque - mesmo os que tinham rejeitado a guerra. Qual é a nossa parte de responsabilidade nessa guerra? Ou a culpa é de um bando de criminosos que nos enganou? Deveríamos cortar os laços com os EUA? Mas como, se estamos em plena guerra ao terrorismo, com o Bin Laden à solta, a al-Qaeda em regime de franchising?! Pois... Se quisermos ser indulgentes com o nosso tempo, teremos de aceitar que o povo alemão do período nazi, assustado com o perigo comunista mesmo ao lado e o perigosíssimo cancro judeu infiltrado no país (propaganda dixit) não tinha condições para discernir e opor-se a um governante tão sedutor e carismático. E já agora: quem de nós teria a coragem de esconder um estudante árabe, sabendo que ele andava a fugir à CIA, para não ir parar a Guantanamo? "Ah, a CIA terá as suas razões para o prender..." - mesmo sabendo que muitos dos que estão em Guantanamo não têm culpas? A SS também tinha razões para prender os judeus - e eram razões tão boas, que extravasaram as fronteiras do país: a taxa de extinção de judeus na Holanda foi superior à da Alemanha, os franceses também se apressaram a colaborar nas deportações, Salazar castigou duramente o diplomata que salvou milhares de judeus, e os Aliados não se apressaram nada a libertar Auschwitz ou, ao menos, a bombardear a linha de comboio que lhe dava acesso.

Estarei a comparar os judeus de Auschwitz com terroristas árabes? Importa notar que ninguém sabe se os prisioneiros de Guantanamo são terroristas. Se fosse fácil provar isso, não haveria necessidade de lhes criar um estatuto especial. Até que seja provada a sua culpa, não passam de suspeitos de um regime - e que regime! (será que lhes podemos chamar "bando de criminosos"?) Em Guantanamo, como outrora em Auschwitz, estão presos seres indesejáveis, alegadamente perigosos, bodes espiatórios sujeitos a um sistema que não os respeita como seres humanos. Não é um campo de exterminação de massas, como foi Auschwitz. Guantanamo, mais em estilo morte lenta, é um campo de extermínio dos princípios de respeito absoluto pela pessoa humana - fundamentais para que Auschwitz nunca mais se repita.

Responsabilidade? Nós temos conhecimento dos horrores do nosso tempo, mas continuamos a tratar da vidinha. Os alemães daquela época não tinham acesso à informação e estavam sujeitos a uma máquina totalitária de propaganda e perseguição. E mais: o horror foi premeditadamente dividido em pequenas tarefas, quase inócuas, para que ninguém se sentisse responsável. É certo que nenhum especialista ou político alemão se atreveria a fazer este relato do passado. E não é por inverosimilhança, mas por pudor: os alemães habituaram-se a não discutir a questão da responsabilidade, arcando mudos com o peso do Holocausto. Talvez comece a ser tempo de mudarem as bases do discurso.

E é com certeza tempo de deixarmos de falar das responsabilidades dos outros, para assumirmos a nossa.


Roubado sem resistência em:
http://conversa2.blogspot.com/